Bertold Hörbelt e Wolfgang Winter
transformam lixo em luxo
Hörbelt e Winter são
construtores de lugares comuns, na melhor acepção do termo. A mistura fina de luxo e
lixo que a poética concretista sonhou.
Utlizam materiais descartáveis,
refugos da sociedade de consumo, para dar forma a espaços onde nós, supostos
merecedores, somos o conteúdo.
Na útlima edição da Mostra de
Esculturas de Munster, na Alemanha, em 1997, exibiram protótipos arquitetônicos de
lugares públicos e residências feitos com engradados de água-mineral. (Visite a Galeria)
Refavela, no limite mais pleno que
Gilberto Gil deu ao termo, operam a relativização do permanente e do transitório, num
trabalho que mistura elementos modernsitas e pós-modernos.
Explorando a forma desses
engradados, próprios para serem empilhados, Wolfgang Winter e Berthold Hörbelt, criam
ambientes de vários formatos e alturas, estabilizados por meio de materiais rígidos como
fibra de vidro ou madeira compensada "travando" as estruturas no nível do solo
e como cobertura.
A disposição de objetos ou das
próprias caixas no interior desses penetráveis desempenha o papel de um mobiliário
urbano, que varia conforme a função e o local de sua instalação.
Após a realização das
instalações, as caixas são devolvidas aos depósitos e recolocadas em circulação,
voltando a cumprir seu papel no fluxos do mercado de consumo.
A dupla, que está expondo na Bienal
de Veneza, na Itália, se apresenta no SESC Belenzinho, em São Paulo, participado do ciclo Intervenções
em Megacidades, preparatório do projeto Brasmitte, dia 30 de junho, às 20h. (confira a Agenda)