ALINE FIGUEIREDO

Nascida em Corumbá/MS, em 1946, é animadora e crítica de arte. Tendo realizado a primeira Exposição de Pintura dos Artistas Mato-grossenses (1966), em Campo Grande/MS, ali fundou e dirigiu a Associação Mato-Grossense de Artes/AMA (1967/72) e assina coluna de artes plásticas no "Diário da Serra" (1969). Em 1971, concluiu o curso de Direito pela Federação Universitária Católica de Mato Grosso. Transferiu-se para Cuiabá, ingressando, em fevereiro de 1973, no quadro técnico da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), e, junto a Humberto Espíndola, elaborou projeto para a criação do Museu de Arte e Cultura Popular (1974). Nesse Museu, além da Divisão de Artes Visuais, exerceu o gerenciamento até 1982 e as funções de supervisora entre 1985 e 1997. Participou da implantação da Fundação Cultural de Mato Grosso, entre 1976/1979 e, atuando na assessoria de artes plásticas, criou o Ateliê Livre, o Salão Jovem Arte Mato-grossense e a Pinacoteca Estadual. Autora do livro "Artes Plásticas no Centro Oeste" (1979), recebeu por essa publicação o prêmio Gonzaga Duque, da Associação Brasileira de Críticos de Arte (Rio,1980). Escreveu "Arte Aqui é Mato" (1990); "A Propósito do Boi" (1994), e recebeu também por essa publicação o Prêmio Alejandro José Cabassa, da União Brasileira de Escritores (Rio,1996). Participou de comissões organizadoras de diversas coletivas nacionais, a exemplo do Salão Nacional de Artes Plásticas (Rio de Janeiro, 1983/84). Integrou júris de diversos salões nacionais, realizados em quase todos os Estados brasileiros. Entre 1985/86 prestou assessoria, "ad hoc", na área de artes plásticas, ao Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq), em Brasília. Coordena o Programa de Revitalização da Comunidade de São Gonçalo Beira-Rio (1997/2000). Desde 1970 vem ministrando cursos de História da Arte.

 

ANTONIO DO NASCIMENTO

Natural de Pindorama/SP (1946), formou-se em Geografia pela Universidade de São Paulo (1972). Foi professor da disciplina em escolas públicas e particulares (1969 a 1975). Ingressou no SESC como Orientador Social, com realizações culturais em diversas cidades do interior (1975 a 1983). Estudioso e pesquisador de arte ingênua (naïf), desde 1978. Participou de comissões organizadoras de vários Salões de Artes Plásticas, nas cidades de Assis e Presidente Prudente (1980 a 1983). Desde 1986 se dedica a difundir o trabalho dos artistas naïfs, sendo o idealizador das "Bienais Naïfs do Brasil", realizadas pelo SESC Piracicaba (1992 a 2000). Além das Bienais, realizou várias curadorias de mostras coletivas de arte naïf, entre elas, "O Divino na Visão Ingênua" (1995), "Lendas & Crenças" (1997) e "O Folclore Junino na Visão dos Artistas Naïfs" (1999). Autor de textos de apresentação em catálogos e folders de exposições. Proferiu várias palestras sobre arte naïf. Apresentou o trabalho "Bienal Naïfs do Brasil: O Espaço do Artista Instintivo", no 5º Congresso Mundial de Lazer (SESC Vila Mariana/SP,1998). Citado nos livros "Pintura Primitiva - Resultados de Uma Pesquisa", de José Nazareno Mimessi (1991), e "Os Pincéis de Deus - Vida e Obra do Pintor Waldomiro de Deus", de Oscar D' Ambrosio (Ed. Unesp/SP, 1999). Foi convidado de estúdio no programa "Conhecer", dedicado à arte naïf (Stv/SP, 1999). É fotógrafo amador. Desde 1984, é coordenador de programação e gerente Adjunto do SESC Piracicaba.

 

KATIA CANTON

Nascida em São Paulo, em 1962, Katia Canton é jornalista, curadora de arte e professora-doutora de história da arte contemporânea da Universidade de S. Paulo, onde leciona os cursos de Curadoria e as disciplinas Introdução à Crítica de Arte e Interdisciplinariedade nas Artes Contemporâneas. É PhD em Interdisciplinary Arts pela New York University, Tisch School of the Arts e mestre em Performance Studies, pela mesma universidade. Desde 1983, trabalha como crítica de arte para jornais e revistas como Folha de S. Paulo, revista Veja, Isto É, Vogue, Elle Portugal, Vip, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, O Expresso (Portugal), Arts, Art in America, Artforum (EUA). Foi correspondente de artes em Nova York do Jornal da Tarde e revista Isto É e colunista de Vogue, entre 1987 e 1993. Atualmente é colunista da revista Bravo!, assinando a seção Atelier. Entre suas curadorias de arte, destacam-se as exposições Visualidade Nascente (edições III a IX), Arte-Dor, Anti-Mitos Urbanos, Arte Conta Histórias, Dublês de Corpos - O Múltiplo Contemporâneo, Heranças Contemporâneas I, II, III, Sedução - coletivas de artistas nacionais e internacionais, realizadas em museus e galerias brasileiros, além de Maria Martins e o Modernismo Brasileiro e curadoria da sala especial do núcleo histórico da 24ª Bienal de São Paulo, em 1998. Em 1997, foi palestrante convidada do evento paralelo à X Documenta de Kassel, realizou workshops sobre Arte Contemporânea Brasileira no Art in General e foi convidada como crítica de arte para a I Bienal de Arte de Lima (Peru), representando a revista norte-americana Artforum. Tem participado regularmente como júri dos principais salões de arte brasileiros e de projetos especiais ligados à TV Cultura (Arte Forma Gente, Metrópolis, Roda Viva, Jogo de Cintura). É autora dos livros: "The Fairy Tale Revisited" (1994), que recebeu o Prêmio Contemporary Authors e foi traduzido para o português sob o título "E o Príncipe Dançou..."; "Arte Conta Histórias" (série de dez livros) e "Maria Martins, Mistério das Formas" (1997), que recebeu o Prêmio Jabuti (1998). Criou textos para a enciclopédia "Time Capsule-A Concise Encyclopedia by Women Artists" (1995)
e assinou os verbetes sobre cultura brasileira da "International Encyclopedia of Dance" (1998). É citada ainda em vários livros, como "Ensaístas Brasileiras"; "Sexo, Arte e Cultura Popular"; "Leonilson: São Tantas as Verdades"; "Mira Schendel, No Vazio do Mundo"; "Antartica Artes com a Folha"; "Work in Progress na Cena Contemporânea", e fez a adaptação e apresentação do livro "Caminhos da Escultura Moderna" (1998).

 

OLÍVIO TAVARES DE ARAÚJO

Nasceu em 1942, em Belo Horizonte/MG. Teve formação inicial de músico e estreou aos 16 anos na imprensa, publicando seis artigos sobre Mozart no Suplemento Cultural do jornal "O Diário", de Belo Horizonte. Foi crítico musical de "O Diário" e do "Correio de Minas" (1958/62). Passou a fazer crítica de arte no "Estado de Minas" (1963). Em 1963 e 1964, lecionou "História da Arte", na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte, "Formas e Estilos", na Escola Superior de Cinema da Univ. Católica de M. Gerais e "Introdução à Arte", no Teatro Universitário da Universidade Federal de Minas Gerais. Desde essa época, tem-se dedicado regularmente à critica de arte, que exerceu ainda no "Correio Braziliense" (década de 60) e em "O Estado de S. Paulo" (década de 80). Foi editor de artes plásticas e música erudita da revista "Veja" (1971/1979), e, desde 1981, colabora com a revista "Isto É". Tem mais de 1.000 textos publicados na imprensa. Escreveu os seguintes livros: "Imitação, Realidade e Mimese" (1963); "Thomaz" (1980); "Volpi: a Construção da Catedral" (1981); "Dois Estudos Sobre Volpi" (1986); "Procurar Mozart" (1991); "Brennand" (1997); "Silva: a Pintura, não o Romance" (1998). No total, escreveu mais de 200 textos de catálogo. Participou e participa regularmente de júris de salões em todo o Brasil. Organizou e foi curador das seguintes exposições: "Arte Agora" (com Roberto Pontual e dois outros críticos, 1976); "Volpi: a Visão Essencial" (1976); Volpi 90 Anos" (1986); "Novos Valores Latino-Americanos/Brasil" (1986); "Bracher: Pintura Sempre" (1989/1990); Sala de Rubem Valentim em "Vozes da Diáspora"(1992); "Brennand" (1997); "José Antonio da Silva/Retrospectiva" (1998). Foi comissário do Brasil e selecionador da representação brasileira à 27ª Bienal de Veneza. Recebeu o Prêmio Gonzaga Duque, da Associação Brasileira de Críticos de Arte, em 1979, por sua obra fílmica sobre arte, e, em 1998, pelo conjunto do trabalho realizado no ano. Foi assessor da Fundação Cultural do Distrito Federal; membro da Comissão de Arte da Bienal de S. Paulo; do Conselho Deliberativo do Museu de Arte Moderna de S. Paulo; do Conselho de Orientação da Pinacoteca do Estado; das Comissões de Artes Plásticas e de Cinema da Secretaria de Estado da Cultura. Pertence à Associação Nacional dos Escritores; à Associação Paulista de Críticos de Arte; à Associação Brasileira de Críticos de Arte; à Associação Internacional de Críticos de Arte; à Associação Brasileira de Documentaristas; e à Associação Paulista de Cineastas.

 

PAULO KLEIN

Antonio Paulo Klein, nascido em São Paulo, em 1950, é escritor, jornalista e crítico de arte. Em atividade no segmento de arte e cultura desde 1970, realizou eventos multimídia, escreveu sobre artes visuais, cinema, fotografia, teatro, gastronomia, novas tecnologias e literatura. Entre inúmeras curadorias importantes que realizou, destacam-se "Fiesta en Oh! Linda" (Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco/Olinda, 1973), "Quadrienal de Fotografia" (Museu de Arte Moderna/São Paulo, 1985), "Senses" (Escritório de Arte Renato Magalhães Gouvêa/São Paulo, 1995), "Canibáli Afetiva" (A Estufa/São Paulo, 1998), "Gênios Ingênuos - O Acervo do Museu do Sol de Penápolis" (Espaço Itaú Cultural/Brasília, 1999), "Viva Vallauri" (Museu da Imagem e do Som/São Paulo, 1998/1999). Escreveu, entre outros, os ensaios "O Éden e a Musa" (Guia dos Parques Nacionais/Publifolha, 1999) e "Os Olhares Estrangeiros na Formação de Uma Arte Universal" (Brazilian Art Book/G & A Editorial, 1999). É representante da Secretaria de Estado da Cultura na Comissão de Artes Plásticas em São Paulo, membro da União Brasileira de Escritores, da Associação Paulista de Críticos de Arte e da Association Internationale des Critiques d'Art (Unesco).