Pierre Lévy (1956- ), professor da Universidade de Ottawa, Canadá, é pensador dos complexos movimentos da tecnociência na atualidade. Seus livros foram traduzidos em mais de 20 países. Um dos mais recentes, Cybercultura, 1997, é o resultado de um relatório apresentado ao Conselho Europeu dentro do projeto "Novas tecnologias: cooperação cultural e comunicação". Seu último livro, Cyberdémocratie, mapeia centenas de experiências políticas, atividades militantes e comunidades virtuais presentes na Internet.

Pierre Lévy tem formação em História das Ciências, Sociologia e Filosofia com uma experiência técnica na realização de sistemas de informação inteligentes, ele participou dos trabalhos da missão para a "Universidade da França" sob a responsabilidade de Michel Serres. Esta missão, que tinha como principal desenvolver sistemas de reconhecimento dos saberes os mais diversos como forma de combate à exclusão social, ao desemprego, à evasão escolar, foi impulsionada pela então primeira ministra Edith Cresson desde o final dos ano de 1991.

Ao longo de 1992, com o resultado desses trabalhos, Pierre Lévy concebeu e realizou o sistema das Árvores de Conhecimentos, ferramenta dinâmica de navegação que mapeia os conhecimentos e competências dos indivíduos pertencentes aos mais variados coletivos (escolas, hospitais, comunidades de bairro, empresas...). A idéia deste sistema surgiu da experiência francesa do movimento das redes de trocas recíprocas de saberes, somando-se a ela as inúmeras obras, relatórios, memoriais, relatos de experiências e de inovações nos domínios da educação, do ensino à distância, da formação profissional e do reconhecimento das aquisições.

Atualmente, Pierre Lévy conduz a Cátedra de Pesquisa na Universidade de Ottawa-Canadá, intitulada "Tecnologia e Transferência de Saberes: os fenômenos de inteligência coletiva". Esse projeto envolve pesquisadores de várias partes do mundo, que estão justamente reunindo experiências sobre comunidades virtuais, redes de conhecimentos, práticas de solidariedade via WEB, ensino a distância, cidades digitais, governos virtuais etc. O projeto tem duração prevista até 2010.