Livro Semana de vinte e dois: olhares críticos, organizado por Marcos Antonio de Moraes, reavalia o impacto de uma das mais importantes manifestações da história cultural brasileira
Realizada no Teatro Municipal de São Paulo em fevereiro de 1922, a Semana de Arte Moderna configura-se como uma das mais importantes manifestações da história cultural brasileira. Nesse sentido, rever com maior acuidade os detalhes dos espetáculos e exposições levadas a público naquela ocasião é uma maneira de medir com mais precisão o impacto que a Semana teve para o florescimento intelectual e artístico do país. É exatamente essa a proposta do livro Semana de vinte e dois: olhares críticos, uma coedição Edições Sesc e Publicações BBM organizada pelo pesquisador Marcos Antonio de Moraes.
A partir de conceituações e instrumentos analíticos atualizados e, sobretudo, com o distanciamento crítico que se acentua década a década, especialistas nas áreas de literatura, sociologia, história, cinema e cultura brasileira procuram reavaliar o legado da Semana de 22 nos quinze estudos coligidos no livro. Entre os autores encontram-se Aracy Amaral, Carlos Augusto Calil, Eduardo Coelho, Fernanda Pitta, Fernando Binder, Frederico Coelho, Humberto Hermenegildo de Araújo, João Cézar de Castro Rocha, Maria Arminda N. Arruda, Maria Augusta Fonseca, Maria Eugênia Boaventura, Maurício Trindade, Paulo Cesar Garcez Marins e Sergio Miceli.
Fotografia da homenagem a Paulo Prado, 1924. Da esquerda para a direita, de cima para baixo: o jornalista italiano Francesco Pettinati, Flamínio Ferreira, RenéThiollier, (abaixo) Manuel Bandeira, tuberculoso, segura um charuto, Haddock Lobo Filho, Paulo Prado, Graça Aranha, o deputado federal Manuel Villaboim, (abaixo) Couto de Barros, Mário de Andrade, Cândido Mota Filho, Gofredo da Silva Teles, (sentados) Rubens Borba de Moraes, Luís Aranha, Tácito de Almeida e, à frente, Oswald de Andrade
Concebido a partir do seminário homônimo realizado no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc em 2018, Semana de vinte e dois: olhares críticos insere-se no âmbito do projeto “3 vezes 22”, uma parceria do Sesc São Paulo com o Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin e a Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP. Ao apresentar a Semana de Arte Moderna de 1922 sob múltiplos ângulos interpretativos (artístico, histórico, memorialístico, sociológico e político), esta iniciativa tem o mérito revisar, atualizar e ampliar as interpretações acerca do momento que legitimou a experiência das vanguardas europeias entre os brasileiros no início do século XX – e que repercute até hoje.
:: Trecho do livro
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