Sesc Campinas recebe 38º Panorama da Arte Brasileira – Mil Graus

19/03/2025

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A partir de abril, Mil Graus chega ao Sesc Campinas, explorando arte e transformação. créd. Bruno Leão

Iniciada em 1969, a série Panorama da Arte Brasileira representou um marco na história das exposições no Brasil, e sua origem coincide com a instalação do Museu de Arte Moderna (MAM) em sua sede, na marquise do Parque Ibirapuera. Em sua 38ª edição, a curadoria é assinada por Germano Dushá, Thiago de Paula Souza e Ariana Nuala, e sob o título de Mil Graus elabora criticamente a realidade do país.

A proposta curatorial do 38º Panorama da Arte Brasileira é elaborar criticamente a realidade atual do Brasil sob a noção de calor-limite — conceito que alude à uma temperatura em que tudo derrete, desmancha e se transforma. O projeto busca traçar um horizonte multidimensional da produção artística contemporânea brasileira, estabelecendo pontos de contato e contraste entre diversas pesquisas e práticas que, em comum, compartilham uma alta intensidade energética.estino inevitável.

A pesquisa da curadoria foi norteada a partir de cinco eixos temáticos: Ecologia geral, Territórios originários, Chumbo tropical, Corpo-aparelhagem, e Transes e travessias. Os eixos não funcionam como núcleo ou segmentos da exposição, mas sim como fios condutores que instigam reflexões e leituras, traçando possíveis relações entre os trabalhos a partir dessas perspectivas.

Em Ecologia geral, são destacadas noções ecológicas e práticas ambientais ampliadas que se orientam por uma visão de interconectividade total. Já em Territórios originários, estão narrativas e vivências de povos originários, quilombolas e outros modos de vida fora da matriz uniformizante do capital, capazes de refletir visões alternativas sobre a invenção e a atual conjuntura do Brasil. Chumbo tropical, por sua vez, trará leituras críticas que subvertem imaginários e representações do Brasil, colocando em xeque aspectos centrais da identidade nacional.

Corpo-aparelhagem é a linha que busca evidenciar intervenções experimentais e reflexões sobre a contínua transmutação corpórea dos seres e das coisas, com seus hibridismos e suas inter-relações, enquanto Transes e travessias aborda conhecimentos transcendentais, práticas espirituais e experiências extáticas que canalizam os mistérios vitais.

Para itinerância, foram selecionadas obras de 22 artistas e coletivos, que apresentam pesquisas ligadas a questões ecológicas, históricas, sociopolíticas, tecnológicas e espirituais, e utilizam tanto tecnologia avançada quanto materiais orgânicos, como o barro. Serão exibidos trabalhos de:

Adriano Amaral (SP)
Advânio Lessa (MG)
Ana Clara Tito (RJ)
Dona Romana (TO)
Frederico Filippi (SP)
Gabriel Massan (RJ)
Ivan Campos (AC)
Jonas Van (CE) & Juno B. (CE)
Labö (PA) & Rafaela Kennedy (AM)
Lucas Arruda (SP)
Marcus Deusdedit (MG)
Maria Lira Marques (MG)
Marina Woisky (SP)
Melissa de Oliveira (RJ)
Mestre Nado (PE)
Noara Quintana (SC)
Paulo Nimer Pjota (SP)
Paulo Pires (MT)
Rebeca Carapiá (BA)
Solange Pessoa (MG)
Zahỳ Tentehar (MA)
Zimar
(MA)

De abril a agosto, o novo Espaço Expositivo do Sesc Campinas recebe a itinerância da exposição, proporcionando ao público a oportunidade de explorar suas obras e reflexões. A data de abertura será anunciada em breve.

Além da visitação aberta e gratuita, a programação inclui visitas mediadas, permitindo que escolas e instituições agendem horários específicos para aprofundar a experiência por meio da equipe de mediação, que oferece diálogos e interpretações sobre os temas abordados na mostra

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